Volátil
em
cores
de
prazer
na hora quente
de mergulhos
profundos
na tua água
fria
onde o sentimento arrepia
e o sorriso de ave
me condena
a lugares de memórias
e escrevo ainda
sobre o lago onde habitas
Eternum
Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Adélia Prado
.


Belos poemas, tanto o teu quanto o da Adélia.
ResponderEliminarBeijos
Obrigada Fred pela apreciação sempre simpática.
ResponderEliminarAbraço Eternum
Porque o Universo é perfeito Profeta... e tudo tende ao equilíbrio...
ResponderEliminarLindo comentário.. obrigada
Doce Abraço e Boa semana
Hoje prendi a respiração quando vi a primeira imagem do poema... e abri muito os olhos para não perder nenhuma letra do teu poema.
ResponderEliminarLindos.
E a Adélia... grande poetisa que já sonhei em conhecer pessoalmente, tanta é minha admiração por ela, deu o arremate final.
Beijos, Maria.
Katyuscia.
Também gosto bastante dos poemas de Adélia.. tu terás facilidade em conhecê-la... por aqui.. menos fácil.
ResponderEliminarA imagem é uma de tantas que encontrei nos sites que me tens enviado.. Bela na realidade
Carinhos Katy