sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Há palavras que nos beijam...



Há palavras que nos beijam


Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.


De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.


(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)


Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

Palavras perdidas e de grito sopradas, escritas no vento das auroras bordadas e por mim entoadas enquanto o entardecer deixa esbater os sons da música por entre as searas queimadas de quentes as palavras resgatadas e sentidas nos abraços vivos de esperança tecidas nas noites agora brilhantes onde o sol nasce e as palavras se recolhem num abraço forte ... vivido  e sentido de  palavras  gritadas e de afago inspiradas em outras cores por nós esquissadas...numa tela quente de suave tacto que ainda persistem.

Eternum

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