Image by Anders Mykkeltvedt
Penso... quando ainda consigo gritar as palavras mergulhadas
em silêncio. Enquanto derramavas em ti a sede do
desejo de partir para além...e deixava de sentir
a pele que me tocava agreste.
Longe de sentimentos.. da emoção feroz que se ultrapassa de dor...
que ninguém nunca irá entender...
Morro.. aqui... de sede.. de só... de angústia.. enquanto grito
a dor da criança que foge e perdida sofre em silêncios agora
recolhidos. Louco.. se diz... dos sentimentos inexplicáveis
que não ousaram ser expressos,
da louca verdade de amor e paixão que escorrega por entre os dedos
rígidos de prisão... viva de esperança e desconforto ainda pela perda
de vida que não conseguirás viver...
Parto Só...na companhia de memórias que ainda vão chegar....
deixo-te as minhas palavras inquietas e mudas...
no teu corpo acabado... de emoção e sentimentos.
Eternum
A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.
Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.
Sophia de Mello Breyner Andresen

Corpo também é lugar de abrigar sentimentos que precisam de pouso para atenuar o que pesa.
ResponderEliminarTua escrita se alastrando por tantos campos, onde o emocional humano é indomável.
Um beijo, querida Maria.
Chegam estórias do corpo que nos Nutrem.. e das quais se fazem flores...
ResponderEliminarBeijos querida Katy.. te adoro