Encante-se com 24 aldeias tradicionais, escondidas entre serras de vegetação frondosa e as suas casas feitas de xisto, a rocha mais abundante na região centro do país. As várias tonalidades desta pedra, também usada nos pavimentos das ruas estreitas e sinuosas, misturam-se de forma perfeita nas cores da paisagem natural.
Experiências únicas esperam por si neste território preservado.
Fotos: Gustavo Joel Braga
e Pedro Flaviano
http://www.aldeiasdoxisto.pt/
in http://www.visitportugal.com/
Canoagem no rio, passeios na floresta ou uns momentos de descontracção nas praias fluviais de água puríssima são algumas das opções que vai encontrar, para umas férias activas em contacto com a natureza.
Mas também existem monumentos, castelos e museus para visitar e pequenos restaurantes onde pode saborear as delícias da gastronomia regional, confeccionadas segundo receitas que passam de geração em geração.Nestas aldeias mágicas, o tempo corre devagar e apetece partilhar as histórias, artes e tradições dos seus habitantes. O saber antigo mostra-se no artesanato de linho ou de madeira. Mas das coisas da terra também surgem novos produtos. Com base no imaginário rural criam-se objectos de design inovador.
Aldeias de Xisto de Góis
Percorra a estrada panorâmica para o Alto do Trevim e venha conhecer as aldeias de Aigra Velha, Aigra Nova e Pena.
Estas aldeias de xisto pertencem ao concelho de Góis e inserem-se numa paisagem tão serena, como é contagiante a simpatia das suas gentes. Comece por visitar Aigra Velha. Como som ambiente ouve apenas os chocalhos dos rebanhos que pastam nos campos em redor. As ruas, que antigamente eram percorridas por caravanas de comerciantes que ao atravessar a serra, aqui vinham pernoitar, são agora pacatas, e como ruído de fundo escuta-se apenas o chilrear das aves.
Em Aigra Nova, a paisagem é marcada pelo cume do Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, que se ergue imponente a 1.204 metros de altura. Este é um dos melhores miradouros sobre o vale, onde veados e javalis vivem tranquilamente, protegidos do mundo. Não deixe de visitar o Centro de Convívio, onde está instalado o Museu das Aldeias e fique a saber mais sobre estas terras e estas gentes.
Aproveite e conheça também a Maternidade das Árvores e a loja de produtos regionais.
Pena é o nome da aldeia que se segue e de uma ribeira de águas cristalinas que, nos dias quentes de verão, convida a muitos mergulhos. A povoação tem como cenário de fundo os Penedos de Góis, procurados pelos mais aventureiros para a prática da escalada.
Por fim visite a Comareira. Os seus habitantes costumam dizer que esta terra soalheira é o ponto estratégico para quem visita as Aldeias do Xisto, pois pode usufruir da natureza no Parque Florestal da Oitava, relaxar nas praias fluviais ou seguir os percursos pedestres, organizados pela liga de amigos da aldeia.
Deixo-lhe esta sugestão, mas comece por onde quiser. Não deixe de conhecer este território preservado, onde a paisagem é sempre a perder de vista.
e Pedro Flaviano
http://www.aldeiasdoxisto.pt/
in http://www.visitportugal.com/
E fico a maravilhar-me sempre mais e mais por cada pedaço do teu país.
ResponderEliminarObservando as imagens, pensei neste poema, de "Alex Fleites" - acho que vais gostar:
A Dois Espaços
Nada é meu, nem mesmo a parábola do vento.
Como outros reúnem estrelas, caracóis,
juntei palavras que outros inventaram
para estar depois do sono e da vigília.
Assim entrei pela palavra porta
buscando de minha mãe o intrincado coração
e ali fiquei agachado,
deixando-me ir na maré de seu sangue.
Janela e amor me conduziram
à abismal tristeza desta mulher de respiração cansada
que espera de meus versos sabe-se lá que milagres.
Com a palavra canção menti com ternura aos amigos,
contei histórias de moças
que me chamavam na chuva,
quando na realidade era a combustão do vento
entre galhos.
Em papel almaço, a dois espaços,
durante anos armazenei
verazes notícias incríveis
e sonhos irrealizáveis que acontecem todos os dias.
Por isso é bom ir arrumando manuscritos,
deixar claro que porta serve, no máximo,
para tocar o coração da casa,
e que amor e janela existem para que a gente veja,
entre outras coisas,
como se afasta esta mulher com minha bagagem,
tal como se eu mesmo me afastasse.
Juntar palavras é um delito nobre.
Se fosse minha a parábola do vento
poderia hoje mesmo começar um grande poema.
Beijos.
Lindo poema Katy . Trazes-me sempre mais uma pérola para engrandecer a Alma e afagar os sentidos.
ResponderEliminarComo o vento.. continuo a soprar algumas palavras e alguns olhares.. sem no entanto ter essa capacidade de escrever O Poema.
Beijos minha querida
Beijinhos com carinho