by Joan kocak
Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

Ando louca para [des]folhear a mais nova "polêmica" do Saramago.
ResponderEliminarSimplesmente admiro ao extremo sua autenticidade e seu modo de ser "humano".
Teu espaço está muito bem habitado, Maria.
Delícia encontrar estes ícones da Literatura por todos os cantos.
Uma abraço.
Hoje vai passar um programa especial sobre essa polémica.. os valores.. a Igreja.. uma controvérsia sempre actual
ResponderEliminarAbraço Eternum Querida Katy