Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas cotidianas...
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Mário Quintana
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas cotidianas...
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Mário Quintana
Nada como abrir uma janela e dar de cara com o iluminar da poesia do Quintana!!!
ResponderEliminarEste senhor doce que nos acostumou mal com seu olhar de avó mais terno do mundo, e que fazia carinhos com as palavras.
E dar de cara com esta imagem de template!
Maria, estou encantada com ela!!!
Beijos!
Arrasa-me abrir a janela do sotão e sentir o impacto da paisagem.. A serra na sua plenitude e ao longe o oceano... Uma paisagem que nos preeenche a Alma e nos deixa sentir ainda com maior subtileza as palavras ternas do Meste.
ResponderEliminarBeijos Katy
Este vento entrou-me pela janela, e pensei em ti...
ResponderEliminar# O Vento Norte sopra de longe... Do horizonte, qual criança iluminada, corre o vento para nós... (espírito)
# Uma camisa branca, tremulante, agarrada ao varal... Desepero na ventania... Avulsa bandeira de corpo, resistindo pela paz...
# Às vezes penso: o vento que nos empurra para o lado... desviando nosso caminho... O que estaria querendo dizer?
# O Vento Norte... Pernas... Despenteados... Poeira nos olhos... Há que se ter asas para também voar...
# E para os senhores da esquina de olhar enxerido e espichado, à espreita do relance das pernas de saia, o Vento oferece a poeira...
# A maioria das pessoas maldiz o vento... Um espírito moleque que se diverte estragando os penteados e levantando as saias das gentis senhoras.
# Silêncio! (...) Ouví... O vento parou...
YoHoy
[Marcelo Soriano - YoHoy]
Lindo!!!
ResponderEliminarEu que sempre adorei o Vento!!!
"O VENTO É BOM BAILADOR.. BAILA BAILA E ASSOBIA E TUDO BAILA EM REDOR."... Nos dias de ventania em que ao passar a ponte sobre o rio mondego me dirigia a casa, na minha infância e quase voava,, Cabelos ao vento e saias.. voando.. era impossivel "arruma-las" direito...
Que bom que era.. e que sensação incrível de liberdade...