domingo, 18 de outubro de 2009

A Big Question





foto by  Bread and Shutter

"Uma das questões primordiais da Humanidade é a de saber até que ponto o homem é naturalmente bom ou naturalmente mau.
Sempre apostei na segunda - uma crença, aliás, empiricamente e históricamente confirmada. Aqueles que dentre nós se destinguem por serem veículos de transporte de "amor" a uma escala global, têm sido excepções, gotas de água no oceano.
Haverá uma «natureza humana» bastante mais absoluta num outro plano, numa dimensão diferente?
Será que o estado natural do homem é o fracasso, o falhanço? Será que a felicidade e sucesso serão sempre excepções a aplaudir?
A maioria esmagadora de nós nao valoriza efectivamente aquilo que tem.
Está na natureza humana querer mais e mais e mais... daí essa sensação constante de insatisfação.
Valorizamos mais o que não temos do que aquilo que temos.
E ás vezes temos tanto (e não nos apercebemos)..."


By Carlos D. in "A minha casa"

2 comentários:

  1. DESBARATO

    O desbarato mais absurdo
    não é o dos bens de consumo,
    mas o da humanidade:
    milhões e milhões de seres humanos
    nasceram para ser trucidados pela História,
    milhões e milhões de pessoas
    que não possuíam mais do que as suas simples vidas.
    De pouco ela lhes iria servir,
    mas nunca faltou quem de tais miudezas
    se tivesse sabido aproveitar.
    A fraqueza alimenta a força,
    para que a força esmague a fraqueza.

    [José Saramago]

    Uma só letra já mudaria tudo... {t}/{s}+er!

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  2. Conheces a canção do nosso Zeca Afonso???
    Vampiros


    No céu cinzento Sob o astro mudo
    Batendo as asas Pela noite ca lada
    Vêm em bandos Com pés de veludo
    Chupar o sangue Fresco da manada
    Se alguém se en gana Com seu ar sisudo
    E lhes franqueia As portas à chegada
    Eles comem tudo Eles comem tudo
    Eles comem tudo E não deixam nada
    A toda a parte Chegam os vampiros
    Poisam nos prédios Poisam nas calçada
    Trazem no ventre Despojos antigos
    Mas nada os prende às vidas acabadas
    São os mordomos Do universo todo
    Senhores à força Mandadores sem lei
    Enchem as tulhas Bebem vinho novo
    Dançam a ronda No pinhal do rei
    Eles comem tudo Eles comem tudo
    Eles comem tudo E não deixam nada
    No chão do medo Tombam os vencidos
    Ouvem-se os gritos Na noite abafada
    Jazem nos fossos Vítimas dum credo
    E não se esgota O sangue da manada
    Se alguém se engana Com seu ar sisudo
    E lhe franqueia As portas à chegada
    Eles comem tudo Eles comem tudo
    Eles comem tudo E não deixam nada
    Eles comem tudo Eles comem tudo
    Eles comem tudo E não deixam nada

    http://www.youtube.com/watch?v=ZUEeBhhuUos

    Beijos

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