Às vezes eu refugio-me
Nos sussurros escondidos
Murmúrios desafinados
Na louca paz de existir...
O tempo abraça-me ás vezes
Deixando ainda as feridas
Sobressaltos no meu canto
Quando não oiço a minha voz...
Sou poeta semelhante!
A quem? Não o sei dizer!
Olho as portas, as janelas
E elas não têm voz...
E a minha voz onde ficou?
É sagrado o meu silêncio!
Amo rosas...teu perfume...
Amo os teus cabelos loiros
Esvoaçantes na tarde...
E assim deixo os meus sinais...
Nas letras que tomam formam
Subtis rosas decepadas
Numa voz que ninguem ouve...
E o silêncio se agita
Ao deixar os meus sinais...
Passa o sol, passa a lua,
E as nuvens em movimento
E o fogo vai queimando esta paixão...
Castre-se o vento medonho,
Castre-se a voz que me dói...
Mas (poeta castrado não)!!
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