terça-feira, 13 de outubro de 2009

A louca paz de existir...




                                          Às vezes eu refugio-me
Nos sussurros escondidos
Murmúrios desafinados
Na louca paz de existir...
O tempo abraça-me ás vezes
Deixando ainda as feridas
Sobressaltos no meu canto
Quando não oiço a minha voz...


Sou poeta semelhante!
A quem? Não o sei dizer!
Olho as portas, as janelas
E elas não têm voz...


E a minha voz onde ficou?
É sagrado o meu silêncio!


Amo rosas...teu perfume...
Amo os teus cabelos loiros
Esvoaçantes na tarde...


E assim deixo os meus sinais...


Nas letras que tomam formam
Subtis rosas decepadas
Numa voz que ninguem ouve...


E o silêncio se agita
Ao deixar os meus sinais...


Passa o sol, passa a lua,
E as nuvens em movimento
E o fogo vai queimando esta paixão...


Castre-se o vento medonho,
Castre-se a voz que me dói...


Mas (poeta castrado não)!!


Poema de  Maria de Fátima Custódio
dedicado aos amigos Gorete  e Jorge


Foto: http://www.google.com/






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