Foto: Marta Ferreira
Arranco do peito a memória "di un giorno"
como um acto selvagem que me invade a alma.
Grito de desespero por não ter o som em mim
que me canta uma melodia suave e por dentro me afaga.
Arrasto a memória ferida de um dia perdido
que nunca conseguiria resgatar
da angústia que me persegue e me trai de tanta crueldade,
de tanta angústia e verdade,
de tanta raiva contida de ti,
e
da
eterna
morte
da
memória
di
un
giorno
Eternum
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